Você provavelmente já deve saber o que é e para que servem as odds. Mas será que você sabe como elas são feitas e quem está por trás delas?! Fica comigo, que prometo te contar detalhadamente como acontece este processo e quem está por trás do mesmo!
COMO SÃO FEITAS AS ODDS
Assim como eu, acredito que você também já deve ter imaginado um grupo de vários especialistas em futebol discutindo, numa grande sala de reuniões, sobre as melhores odds para as partidas mais importantes da rodada. Esses especialistas provavelmente discutiam sobre os mais variados temas, que teriam ligação direta com o resultado final da partida em questão.
Ao imaginar este cenário, nem eu e nem você estamos completamente errados sobre como as odds são feitas. As cotações são definidas sim por especialistas, porém num número bem menor do que previamente imaginamos.
Essas supostas reuniões em grandes salões não costumam existir, e o processo de definição das odds é mais simples do que imaginamos.
REUNIÕES EM GRUPO
Acredito que o motivo pelo qual pensava que as odds eram feitas em grandes reuniões, com a presença de vários especialistas, é porque eu costumava discutir sobre apostas em uma sala online, hospedada no antigo MSN.
Pra contextualizar, em 2012, disputava um campeonato de apostas online em grupo. Este campeonato era organizado por um desconhecido – mas muito interessante – bolão de internet.
Neste torneio, disputava, em grupo, uma espécie de Copa do Mundo. Estes grupos eram constituídos por 16 apostadores, que representavam 32 seleções. Neste ano de 2012 em particular, representei a seleção de Madagascar na disputa da Copa do Mundo.
Madagascar era formada em grande parte por apostadores que moravam no Rio Grande do Sul, e costumávamos nos reunir, no MSN, todas as sextas-feiras, a partir das 20:30.
Nos reuníamos para discutir quais seriam nossas estratégias de apostas para o nosso próximo compromisso válido pela Copa do Mundo de seleções organizada pelo bolão online.
Passávamos, no mínimo, duas horas discutindo se as odds oferecidas pelas casas de apostas eram justas ou não. E traçávamos nosso plano de jogo com base na opinião dos 16 apostadores que constituíam a nossa seleção de Madagascar.
Guardo com carinho, e certa nostalgia, aquelas discussões em grupo sobre estratégias de apostas para as rodadas do Brasileirão. E também as discussões sobre as odds disponibilizadas pelos sites de apostas.
Por conta dessas reuniões, sempre imaginei que as odds eram feitas pelas próprias casas de apostas, através de grandes reuniões em grupo. Estava profundamente enganado…
PROVIDERS
As odds feitas pelas casas de apostas não costumam ser discutidas em grupos, por pessoas contratadas pela própria bookie. As odds são manufaturadas por providers (ou provedores, em tradução livre). Providers são empresas que contam com softwares de alta tecnologia para a definição das cotações.
Por serem máquinas/softwares que produzem as odds, está cada vez mais complicado para nós apostadores encontrarmos odds de valor no mercado.
Mas também podemos ter uma certa vantagem em relação às máquinas: o nosso feeling. O feeling, que neste caso pode ser traduzido para sentimento ou intuição, está presente e é inerente a cada ser humano.
Quando discutimos sobre a teoria do valor e o valor esperado nas apostas (EV+), essa discussão, na minha visão, é mais subjetiva e intuitiva do que objetiva e analítica.
É se utilizando do feeling, por exemplo, que escrevo boa parte dos prognósticos da Série A do Campeonato Brasileiro para o Aposta Ganha.
GESTORES DE RISCO
Sabendo que o feeling pode se tornar uma espécie de “vantagem” dos apostadores sobre os softwares, adivinha o que as casas de apostas fazem?! Isso mesmo, contratam um profissional (pago a peso de ouro) com a função específica de “trazer vida” às máquinas. A este profissional, damos o nome de gestor de risco.
Gestores de risco são pessoas que analisam se as odds produzidas pelos providers fazem sentido ou não para a partida em questão. A abordagem muda de mercados regulados (como por exemplo Portugal) para mercados não regulados (como por exemplo o Brasil).
Mas o princípio é o mesmo: o gestor, que também pode carregar o título de oddsmaker, dá “sentimento e intuição” às cotações. São eles que definem se as odds fazem sentido e são condizentes com a partida analisada ou não.
Também é tarefa desse gestor, em concordância com a casa de apostas, definir qual será o juice aplicado naqueles mercados. O valor do juice varia, dependendo da regulamentação das apostas esportivas em certos países.
Em países regulados, por exemplo, as odds costumam ser menores e costuma haver uma limitação maior de mercados. Mas isso é tema para outro artigo.
O que deve ficar claro aqui é que as casas de apostas contratam providers e gestores de riscos. O provedor costuma produzir a odd, e disponibilizá-la para as casas de apostas contratantes.
O gestor de risco avalia se as cotações são condizentes com a partida e define, em concordância com a casa de apostas, qual será o juice da bookie.
PRECIFICAÇÃO
Mas com base em quê estes providers fazem as odds, Felipe? Dentre estes fatores, destacam-se as estatísticas, a variável tática (compreendendo as seis fases de uma partida de futebol), os tipos de estádios e gramados, e o fator necessidade.
É com base nestes fatores, e em outros, como por exemplo o shape, a variável técnica e o fator das viagens e salários em dia, que os providers definem as odds que serão passadas para as casas de apostas.
Com as odds em mãos, os gestores de risco avaliam se a cotação condiz com a partida em questão. Se for condizente, o próximo passo é definir qual será a comissão da bookie.
Normalmente, os provedores definem a odds dos mercados mais importantes, como por exemplo o de match odds (também chamado de moneyline e probabilidade) e o de gols.
Com base nessas odds iniciais é que as cotações dos mercados de handicap asiático e das linhas de gols são definidas.
CONCLUSÃO
Neste artigo, de cunho informativo, descobrimos como as odds são feitas e como é o processo desde a sua produção, por parte dos providers, até a definição do juice das casas de apostas, feito pelos gestores de riscos.
Founder e administrador ApostaganhaBR com mais de 30 anos de experiência em apostas online e Poker. Criou o Apostaganha Brasil em 2017 buscando suprir uma demanda cada vez mais crescente de apostadores do Brasil que buscavam informações sobre apostas online. Desde então tornou-se uma referência online em produção de conteúdos de qualidade direcionados a todos os ramos das apostas esportivas.