A Premier League iniciou a temporada 2026/27 com uma mudança importante em seu mercado de patrocínios. As casas de apostas não podem mais ocupar a parte frontal das camisas utilizadas pelos clubes em partidas da competição, encerrando um período em que operadores do setor tiveram forte presença no principal espaço comercial dos uniformes.
A medida não surgiu de uma decisão repentina. O acordo foi anunciado pelos clubes ainda em abril de 2023, após discussões entre a Premier League, suas equipes e o Departamento de Cultura, Mídia e Esporte do Reino Unido. Foi estabelecido então um período de transição até o encerramento da temporada 2025/26.
Com a entrada em vigor da nova regra, as equipes precisaram reorganizar contratos e buscar empresas de outros setores para ocupar uma propriedade comercial que está entre as mais valiosas do futebol inglês.
O que mudou nas camisas da Premier League?
A principal mudança é bastante específica: operadores de apostas não podem aparecer como patrocinadores na parte frontal das camisas de jogo dos clubes da Premier League.
Isso significa que o espaço central do uniforme, tradicionalmente chamado de patrocínio máster, precisa ser ocupado por marcas pertencentes a outros segmentos ou permanecer sem patrocinador.
A decisão foi tomada coletivamente pelos clubes e apresentada pela própria Premier League como uma iniciativa voluntária para reduzir a exposição da publicidade de apostas por meio dos uniformes.
A temporada 2025/26 foi, portanto, a última em que empresas do setor puderam aparecer nessa posição. Naquele campeonato, operadores de apostas ainda estavam entre os principais patrocinadores de diversas equipes da primeira divisão inglesa.
A proibição não retira as casas de apostas da Premier League
Apesar da expressão “banimento”, a regra não representa uma retirada completa das empresas de apostas do futebol inglês.
A restrição está concentrada na parte frontal das camisas utilizadas em partidas. Outros ativos comerciais continuam disponíveis, respeitando as normas de publicidade e os contratos permitidos pela competição e pela legislação britânica.
As mangas das camisas, por exemplo, continuam sendo utilizadas por empresas do setor. Também existem acordos envolvendo uniformes de treinamento, propriedades digitais e outras formas de exposição comercial relacionadas aos clubes.
Esse detalhe é essencial para compreender a dimensão da mudança. A Premier League eliminou a principal posição das marcas de apostas nos uniformes, mas não estabeleceu uma proibição geral de toda associação comercial entre clubes e operadores.
Casas de apostas começam a migrar para as mangas
A temporada 2026/27 já apresenta sinais claros dessa reorganização. Sem acesso ao espaço central das camisas, algumas empresas direcionaram seus contratos para as mangas ou para equipamentos de treinamento.
Everton, por exemplo, mantém a Stake como parceira de manga. O Bournemouth iniciou a temporada com a MrQ nessa propriedade, enquanto o Aston Villa fechou acordo semelhante com a Betano. A empresa também passou a ter presença nos uniformes de treinamento do Tottenham.
O movimento demonstra como a regulamentação está modificando a distribuição dos ativos comerciais sem necessariamente eliminar o investimento das empresas de apostas nos clubes.
O código AGBRASIL é usado apenas para fins de rastreamento.
Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento.
A manga possui uma área menor do que a parte frontal, mas continua aparecendo durante partidas televisionadas, entrevistas, fotografias oficiais e conteúdos publicados pelas equipes em seus canais digitais.
Clubes enfrentam novo cenário comercial
A saída das empresas de apostas do espaço principal das camisas também criou um desafio financeiro para parte da Premier League.
Historicamente, algumas operadoras estavam dispostas a pagar valores elevados para conquistar exposição internacional por meio da competição. Isso era particularmente relevante para clubes fora do grupo das equipes com maior alcance comercial global.
Uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian em abril de 2026 mostrou que várias equipes ainda procuravam novos patrocinadores para a temporada seguinte. Executivos ouvidos pelo jornal apontavam para uma possível redução significativa das receitas combinadas de patrocínio de camisa.
O cenário também ampliou a disputa por empresas de outros segmentos, como tecnologia, serviços financeiros, turismo, comércio eletrônico e serviços corporativos.
Por que a Premier League decidiu mudar a regra?
O processo que levou à mudança ocorreu durante uma discussão mais ampla no Reino Unido sobre a regulamentação do mercado de apostas e sobre a exposição comercial das empresas do setor no esporte.
Quando anunciou o acordo em 2023, a Premier League informou que a decisão havia sido tomada depois de uma consulta envolvendo a competição, seus clubes e o governo britânico. A liga tornou-se a primeira grande competição esportiva do Reino Unido a adotar voluntariamente esse tipo de restrição na parte frontal das camisas.
Posteriormente, as principais autoridades do futebol profissional inglês também estabeleceram um código de conduta para acordos relacionados a empresas de apostas.
Paralelamente, o governo britânico continuou analisando regras mais abrangentes para operadores que não possuem licença da Gambling Commission, órgão responsável por regular o setor na Grã-Bretanha.
A relação entre apostas e futebol inglês continua
Mesmo com a mudança nos uniformes, o setor de apostas permanece relacionado ao futebol inglês por meio de diferentes propriedades comerciais e do interesse do público nas competições.
Esse ecossistema também inclui estatísticas, mercados esportivos, análises pré-jogo e conteúdos especializados de palpites de futebol, que acompanham uma competição com enorme audiência internacional.
A Premier League, portanto, não rompeu sua relação comercial com toda a indústria. O que mudou foi uma das formas mais visíveis dessa associação.
Camisas de 2026/27 marcam uma nova fase
Os uniformes apresentados para a temporada 2026/27 representam visualmente o resultado de uma decisão anunciada três anos antes. Pela primeira vez desde que a presença das operadoras se tornou recorrente na competição, nenhum clube pode utilizar uma casa de apostas como patrocinadora principal na frente da camisa em partidas da Premier League.
Ao mesmo tempo, os primeiros contratos da temporada mostram que as empresas do setor continuam buscando alternativas para permanecer ligadas às equipes. Mangas e uniformes de treinamento ganharam importância justamente porque não fazem parte da restrição específica aplicada ao patrocínio frontal.
O resultado é uma mudança significativa no mercado comercial da Premier League: as casas de apostas perderam o ativo de maior destaque nos uniformes, enquanto clubes e patrocinadores passaram a disputar e explorar novos espaços para manter seus acordos.
Com 18 anos de experiência em apostas online com especialidade em palpites para o futebol brasileiro e sul americano. Minha vida no Apostaganha começou comigo procurando informação sobre as melhores apostas e palpites há anos atrás. Neste interim acabei de tornando autor de palpites, tipster, moderador, super moderador e administrador do Apostaganha.