Mesmo que a maioria das ligas tenha voltado, a ausência do consumidor ainda causa um grande choque financeiro aos clubes de futebol. Uma das discussões possíveis para um período pós pandemia, seria a implementação de um teto salarial aos jogadores.

A BOLHA AINDA NÃO ESTOUROU, MAS VAI…

Logo quando o surto do Covid-19 se espalhou pela Europa, era algo ainda muito novo, e todos estavam extremamente apavorados.

Parecia o fim do mundo, e se não chegamos ao ponto de simplesmente encerrarmos nossa participação nesta vida, espero que ao menos tudo isso nos sirva para aprender muitas lições, para melhorarmos como humanidade.

No futebol, o cenário caótico e obscuro, não permitia que dirigentes pudessem enxergar um futuro positivo. Muitas personalidades do futebol, acabavam por dizer a mesma coisa: “a bolha do futebol vai estourar”.

Essa bolha, nada mais é do que este mundo paralelo vivido pela elite do futebol mundial, com salários astronômicos, contratações cada vez mais caras, entre outras coisas totalmente fora da realidade do cidadão comum.

O futebol voltou na Europa, mas isso não quer dizer que ele voltou ao normal. Todas as ligas ainda estão com seus portões fechados, e por mais que a televisão pague muito bem, e os patrocinadores idem, os grandes clubes sofrem com a falta de seus fãs nos estádios.

Teto salarial no futebol é possível?

Além da bilheteria, que é uma enorme receita, as arenas multiuso acabam proporcionando um dia inteiro de consumo, muitos turistas a cada jogo, o que representa muito dinheiro aos clubes.

Muitos clubes acabaram por negociar cortes nos salários dos jogadores, mas até quando isso vai durar? As instituições vão ficar a depender de um acordo com os jogadores, ou de fato vão armar uma mudança para o futuro?

A conta é pesada demais. São muitos jogadores ganhando muito dinheiro, e a receita não é a mesma de meses atrás. As consequências talvez sejam vistas lá na frente, pois se a vida “normal” demorar a voltar, de fato, nem mesmo os gigantes europeus vão ter como sustentar tantas estrelas ganhando rios de dinheiro.

JÁ EXISTE QUEM DEFENDA UMA READEQUAÇÃO

Existem dois caminhos a escolher, a lei do mercado, onde oferta e demanda vão acabar por regulamentar os preços, ou então, uma regulamentação, de fato, do que é ganho no meio do futebol.

O presidente da Federação Alemã, Fritz Keller, defende a segunda opção: “temos de falar sobre limites salariais”, pedindo a própria UFA, que criasse um padrão salarial, segundo ele “numa categoria digna desse planeta”.

Outro que se coloca a favor de uma regulamentação, é o presidente da Direção Nacional de Controle Gerencial, uma comissão independente que monitora a contabilidade dos clubes de futebol profissional da França.

Segundo Jean-Mark Mickeler, é necessário iniciar uma reflexão sobre o teto da massa salarial, e/ou, o número de jogadores em contrato.

O presidente da UEFA, Alexander Ceferin, deixou escapar em entrevista ao “The Guardian”, que a possibilidade de um “luxury tax” está sendo analisado. Isto seria como um “imposto” para aqueles clubes que esbanjam em pagamentos aos jogadores.

SE HÁ QUEM DEFENDA, HÁ QUEM SEJA CONTRA…

Na Espanha, o presidente da La Liga, Javier Tebas, se mostrou contrário a esta possibilidade. Segundo Tebas, não há possibilidade do futebol fazer como a NBA ou NFL, que impõe restrições às franquias. E que eles não iriam negociar contra seus próprios trabalhadores.

A NBA é um exemplo que Alexander Ceferin tem analisado, para tentar adaptar de alguma forma no futebol. O “salary cap” da NBA, restringe que uma franquia gaste acima de um teto máximo. Então esta, tem de adequar suas aquisições, sua valorização salarial de um jogador já seu, ou a obtenção de muitas estrelas, para que caibam no orçamento pré-estabelecido.

Isso acaba por equilibrar a competição, não permite que qualquer um despeje altas fortunas, e simplesmente faça uma franquia absolutamente forte, do nada.

Para que houvesse algo semelhante no futebol, precisaria de uma engenharia muito maior do que na NBA. Para que os padrões que estão enraizados no futebol europeu, sejam agora modificados, seria necessário a união de todos os clubes e federações.

Esse será o grande problema, uma vez que cada vez mais é comum que um milionário coloque sua fortuna nos clubes, estes que tem seus “donos”, não vão querer aceitar serem limitados.

Não importa se é para o bem do futebol, se é para uma liga mais forte e equilibrada. O futebol para estes clubes só é bom quando eles ganham, e se hoje eles tem quem invista, o resto que viva nas migalhas.

 

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