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Palpites e Dicas de Apostas Cris Cyborg vs Holly Holm – UFC 219

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Cris Cyborg vs Holly Holm – UFC 219 : O UFC fecha o ano de atividades de 2017 com mais um PPV na capital mundial da luta, Las Vegas.

A encabeçar o card temos um combate entre duas das melhores lutadoras de MMA do mundo com a disputa do cinturão de peso-pena feminino do UFC em jogo.

A campeã, Cris Cyborg, 32 anos, é vista por muitos especialistas como a melhor lutadora feminina de todos os tempos.

Nascida para as artes marciais na lendária academia paranaense Chute-Boxe, a mesma que revelou lutadores como Wanderlei Silva, Anderson Silva ou Mauricio “Shogun” Rua,

foi na sua Curitiba natal que Cris se iniciou profissionalmente no cenário regional de MMA brasileiro em 2005 e curiosamente na altura com a única derrota do seu cartel profissional.

À medida que começou a compilar vitórias expressivas o salto para o cenário americano foi uma questão de tempo, inicialmente pelo EliteXC e posteriormente pelo Strikeforce,

onde atingiu um dos auges da carreira quando venceu o inaugural cinturão peso-pena da organização ao “atropelar” a carismática e na altura imbatível lutadora norte americana, Gina Carano.

Desde aí e talvez com exceção dos dois combates ligeiramente mais “equilibrados” que travou frente a holandesa Marloes Coenen, toda a carreira de Cyborg tem sido feita a autenticamente “atropelar” adversária após adversária,

isto mesmo depois da extinção do Strikeforce, com Cyborg a transferir-se para o Invicta FC, organização exclusivamente de lutadoras femininas, onde cada adversária ao seu cinturão mais parecia um treino de sparring para a brasileira.

O domínio do cenário mundial de MMA por parte de Cyborg não foi feito sem muitas polémicas pelo meio, a começar pelo controlo anti-doping positivo de esteroides anabolizantes que Cyborg acusou em 2011 após uma das lutas de título no Strikeforce e que a fez perder naquele momento o cinturão.

Depois a própria relação com o UFC e o seu presidente Dana White nunca foi propriamente a mais pacífica, e Cris nunca se sentiu bem tratada até porque parecia que a uma determinada altura o UFC apesar de reconhecer a sua importância e “starpower” não sabia muito bem o que fazer com ela.

Não existindo na altura dentro da organização a categoria de peso-pena feminino Cris não podia combater para o UFC e mesmo apesar da colorida “feud” que Cyborg mantinha com a na altura estrela-mor da companhia e campeã de pesos-galos Ronda Rousey,

Cyborg recusava-se determinantemente a descer à categoria de Rousey para lutar com quem fosse devido ao corte de peso drástico que necessitaria, ela que já precisava de cortar bastante para atingir o limite dos penas.

Cyborg faz frente a Holly Holm a sua primeira defesa de cinturão depois de ter vencido o cinturão vago frente a Tonya Evinger em julho passado.

O mesmo cinturão encontrava-se vago pois a anterior e inaugural detentora Germaine De Randamie recusava-se a enfrentar Cyborg o que obrigou a organização a destituí-la do título.

De Randamie alegava que não iria combater frente a uma “comprovadora batoteira e usuária de substâncias proibidas”, o que para muitos apenas demonstrou o pavor que muitas adversárias tem em partilhar o mesmo ringue com Cyborg e como já entram à partida derrotadas para o combate.

Holly Holm, a desafiante de 36 anos encontra-se neste momento à beira de fazer história pois poderá tornar-se a primeira mulher a vencer dois cinturões em duas divisões diferentes do UFC, tirando o facto de que poderá tornar-se conhecida por ter derrotado provavelmente as duas mais dominantes campeãs de sempre de MMA, Rousey e Cyborg.

Holm é o exemplo de sucesso de uma condecorada pugilista que fez a transição do boxe para o MMA e continuou a alcançar títulos. Multi-campeã de várias organizações de boxe, Holm tem um impressionante record de 33 vitórias em 38 combates na nobre arte.

Com a vasta experiência no boxe e com uma formação também em kickboxing, Holm decidiu em 2011 enveredar pelo MMA e com apenas 7 combates profissionais alcançou o título peso-galo do Legacy. Foi o suficiente para chamar a atenção do UFC

e após duas vitórias iniciais no octógono teve a chance de enfrentar a dominante campeã Ronda Rousey e possivelmente numa das maiores surpresas dos desportos de combate, nocauteou a campeã e arrebatou dessa forma o título de peso-galo do UFC que até aquela altura só havia conhecido uma detentora.

Foi aí que se iniciou igualmente a pior fase da carreira de Holm pois na sua primeira defesa de título perdeu para Misha Tate, foi derrotada na sequência por Valentina Shevchenko e perdeu também a disputa inaugural do cinturão de peso-pena para Germaine De Randamie.

Recuperou finalmente quando em junho passado derrotou Bethe Correia com um bonito KO e neste momento volta a subir de categoria para tentar ser a primeira mulher que em 12 anos vence a imbatível Cris Cyborg.

Este é realmente um combate de altíssimo perfil que põe frente a frente duas das melhores atletas de MMA do mundo.

Será aqui justo dizer inclusive que nem sempre isso aconteceu na carreira de Cyborg que realmente luta numa categoria onde a sua diferença para a maior parte das outras lutadoras do mundo é um verdadeiro abismo o que atesta ao mesmo tempo da superioridade da brasileira como ao mesmo tempo diz que Cris raramente ou mesmo nunca, enfrentou desafios às suas capacidades.

A brasileira destaca-se acima de tudo por ser uma “striker” poderosíssima, baseado num estilo de Muay-Thai pressionante e preciso.

O poder de Cyborg é invariavelmente arrebatador para as adversárias pois bate de forma incomum muito forte e que maior parte das vezes obriga a oponente a ficar presa contra a rede apenas em instinto de sobrevivência para não ser apanhada com mais golpes.

Isto traduzido em números significa que 90% das vitórias de Cyborg foram finalizadas em KO ou TKO e a superioridade da brasileira é tanta que muitas das adversárias já se sentem derrotadas ao entrar no ringue com ela.

Cyborg é também dona de um excelente jogo de chão que poucas vezes faz uso, mas quando se proporciona não tem problemas em levar para o solo, até porque o seu poder físico quando no “clinch” convida à tentativa de derrubar, e se de pé Cyborg já é perigosa, de cima para baixo em “ground n´pound” torna-se absolutamente letal.

Contudo, Holm é um tipo de lutadora que arriscar-me-ia a dizer, Cyborg nunca enfrentou. Holm é ela própria uma excelente “striker” e acima de tudo a sua trocação é mais eficaz quando assenta no contra-golpe, ou seja, quando não é Holm obrigada a liderar a “dança”.

Holm é um tipo de lutadora de oportunidades, em constante análise de movimentação no combate e que busca nos padrões adversários a forma de encaixar o seu jogo. Isto acaba por ser interessante e muitas vezes eficaz

mas também faz com que Holm esteja permanentemente no risco do “jogo passivo”. Se Holm não consegue encaixar esse seu jogo no erro da adversária a eficácia perde-se e acaba por sobressair a falta de agressividade que algumas vezes também tem sido sua inimiga pois em combates que muitas vezes são decididos por pormenores, o não ser agressivo pode-se pagar caro.

A derrota frente a Shevchenko foi um desses casos, quando a contra-golpeadora acabou por ser contra-golpeada. Frente a De Randamie, apesar de para muitos Holly ter ganho o combate, a falta de agressividade acabou por ser paga de forma cara.

Já a sua vitória frente a Rousey foi o exemplo perfeito de como Holm se sente confortável, quando Ronda carregava furiosamente contra si e/ou buscava o “clinch”,

Holm circulava perfeitamente para o espaço vazio ao mesmo tempo que lançava jabs e cruzados constantes em combinação com os seus já conhecidos “high-kicks”.

Palpites e Dicas de Apostas Cris Cyborg vs Holly Holm:

Apesar de haver um claro caminho para a vitória de Holm, usando de uma luta muito inteligente em que golpeia e potencia a sua defesa ao circular constantemente fora do raio da ação de Cyborg,

é difícil sobre qualquer panorama não achar que Cyborg acabará por eventualmente fazer valer o seu poder físico e golpes contundentes para vencer o combate.

Um padrão interessante das últimas lutas de Cyborg e concretamente já dentro do UFC é que temos visto a brasileira algo mais ponderada na forma em como persegue as oponentes.

Frente a Evinger por exemplo, não vimos uma brasileira apressada em terminar o combate, como muitas vezes observamos no seu inicio de carreira, mas sim uma Cyborg mais calma, a escolher os golpes e a procurar sem pressas a altura certa para ser mais incisiva, potenciando o seu cardio e aprimorando a forma em como analisa a movimentação da adversária.

Tendo isto em conta e o histórico de Holm frente a lutadoras que vão com “muita sede ao pote”, penso que poderemos ter aqui uma luta que se alongue um pouco mais no tempo ou mesmo quiçá, que chegue ao final dos cinco rounds de duração.

Estou seguro que Holm não vai entrar derrotada em ringue pois tem um stand-up que pode rivalizar com qualquer “striker”.

Não é uma “power puncher” como Cris, mas parte da sua estratégia poderá ser tentar desgastar ao máximo a brasileira que sabemos que corta mais peso para bater o limite da categoria,

e logo em teoria poderá ser suscetível de se desgastar com mais veemência à medida que seja obrigada a se manter em trabalho dentro do ringue, e mesmo porque Cyborg g nunca passou de um quarto round de luta, ao invés de Holm que já completou cinco rounds por mais que uma vez.

Desta forma vou direcionar a minha aposta para a linha de rounds, pois penso que a luta tem verdadeiro potencial para ultrapassar a sua primeira metade de duração.

Prognóstico para ApostasOddUnCasa de ApostasEstado
Over 2.5 rounds
1.72
10
Bet365Ganha

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