Nesta semana, uma atleta de vôlei de praia, usou seu espaço de fala para atacar o presidente do Brasil. O ato reascendeu uma enorme polêmica, e o debate sobre o papel do esporte em relação às críticas sociais se intensifica.

HISTÓRIA, ESPORTE E CRÍTICAS SOCIAIS

Este, embora um assunto polêmico, e que na atualidade tem sido amplamente debatido, não é uma novidade. A história mostra que o esporte já esteve muito atrelado movimentos sociais.

Talvez um dos mais marcantes da história, tenha sido nos jogos olímpicos. Em 16 de outubro de 1968, os norte-americanos Tommie Smith e John Carlos terminaram em 1° e 3° lugares, respectivamente, na prova de 200 metros, na Cidade do México, inclusive, com Smith conquistando um recorde mundial.

Ambos protestaram na cerimônia de entrega das medalhas, com punhos fechados, em saudação ao movimento Black Power, reivindicando direitos civis aos negros. Suas medalhas tiveram de ser devolvidas, e seus atos foram tratados, na época, como ultrajante.

Nos EUA, a atitude de protestar em eventos esportivos, faz parte da história, e irrita profundamente dirigentes e autoridades. Um grande exemplo foi Colin Kaepernick, quarterback do San Francisco 49ers.

Kaepernick, em 2016, ajoelhou-se durante o hino nacional dos Estados Unidos, e recusou-se a canta-lo. O protesto se dava por um número massivo de morte de cidadãos negros, muitos deles vítimas de abuso policial.

A atitude do quarterback influenciou outros atletas, em sua maioria negros, que começaram a reproduzir o movimento. Kaepernick, desde então, passou a ser boicotado pela NFL, e muitas franquias, por não quererem um “troublemaker” (causador de problemas).

O Brasil também teve seus momentos de protestos através do esporte. Ainda na época da Ditadura Militar, o Corinthians tinha uma série de jogadores politizados, que exigiam participação em decisões base, dentro do clube.

HISTÓRIA, ESPORTE E CRÍTICAS SOCIAIS

Atos como contratações, regras de concentração, consumo de bebidas alcoólicas, e até mesmo expressão política, eram exigências dos mesmos. Estes, passaram a ser modelo de democracia dentro do país.

Tudo era decidido pelo voto, e influenciando o contexto social que naquela época eram inseridos.

POLÍTICA, ESPORTE E RELIGIÃO ERAM ATRELADOS AO LONGO DOS ANOS

O mundo já vivenciou épocas sombrias, onde guerras, mortes, ódio imperavam, e parecia que o esporte era um refúgio de todos. Dentro desta lógica, o Comitê Olímpico, defende a neutralidade política e religiosa dentro de suas competições, proibindo manifestações em seus jogos. A história mostra o contrário.

Hitler e os Jogos Olímpicos de Berlim

Nos jogos de Berlim, em 1936, Adolph Hitler usava os jogos olímpicos como uma espécie de propaganda, para divulgar o Regime nazista, e promover a superioridade da raça ariana.

Foi quando o velocista afro-americano, Jesse Owens, conquistou 4 medalhas de ouro, desbancando o projeto de Hitler. Na cerimônia de entrega das medalhas, Owens se negou a olhar para a tribuna onde estaria Hitler, que já havia deixado o local.

EUA x URSS – boicotes aos jogos

No período da Guerra Fria, os jogos olímpicos sofreram uma série de boicotes. Primeiramente, os Estados Unidos, pouco antes da realização das Olimpíadas de 1980, em Moscou, anunciou que não participaria dos jogos, em represália a uma intervenção soviética no Afeganistão, no ano anterior.

A resposta veio 4 anos depois, quando a URSS não participou dos jogos de Los Angeles, nos estados Unidos. A alegação é que seus atletas não teriam segurança ao estarem no “território inimigo” e poderia sofrer com os protestos dos norte-americanos.
Mandela e a utilização do esporte

O Apartheid era uma política racial, implantada na África do Sul, no final dos anos 40. Nesta política, apenas a minoria branca tinha direito ao voto, e detinha todo poder político e econômico.

Nelson Mandela foi o primeiro presidente negro, eleito após o Apartheid, e em uma das suas ações, utilizou o esporte como arma contra a segregação racial. No mundial de Rugbi, em 1995 (esporte preferido dos brancos), disputado na África do Sul, Mandela utilizou a competição para unir brancos e negros.

A seleção sul-africana de Rugbi era taxada como aberta apenas para descendentes europeus. Os negros do país (grande maioria) torciam contra a seleção, o que mudou após as ações de Mandela, e o país se uniu através do esporte, na época.
Coreias unidas em 2018

POLÍTICA, ESPORTE E RELIGIÃO ERAM ATRELADOS AO LONGO DOS ANOS

Na Olimpíadas de Inverno, em 2018, disputada em PyeongChang, um movimento histórico aconteceu. A participação da Coréia do Norte não passou desapercebida, e na cerimônia de abertura, uma bandeira unificada, entre Coreia do Sul e Coreia do Norte, que disputaram a modalidade de Hóquey no Gelo Feminino.

A modalidade continha atletas dos dois países, e foi amplamente parabenizada pelo Comitê Olímpico Internacional, que inclusive, uma das integrantes do comitê, disse que iria indicar a equipe ao Prêmio Nobel da Paz.

A competição ficou marcada também, pelo fato de alguns atletas se autodeclararem gays. Inclusive, uma das imagens marcantes, foi o beijo entre o esquiador americano Gus Kenworthy, 12º colocado na prova do slopestyle do esqui estilo livre, e seu namorado Matt Wilkas.

FUTEBOL BRASILEIRO CERCADO DE POLÊMICAS

Ao longo dos anos, atletas sempre tiveram um peso muito grande em questões sociais. Devido a mídia absurda que tem o esporte, qualquer declaração ou movimento de um atleta, ganha muita repercussão.

Houve um tempo, onde jogadores de futebol no Brasil, seguidamente entravam com camisas por baixo dos uniformes, e exibiam frases das mais diversas origens.

Um dos casos mais polêmicos, foi quando no final dos anos 90, o atacante Romário (que muitas vezes exibia frases de contexto social), ao comemorar dois gols em uma partida, levantou seu uniforme do Flamengo, e na sua camisa de baixo, estava escrito palavras de apoio ao então presidente, Fernando Henrique Cardoso.

O “FHC”, enfrentava uma crise de popularidade na época, e muito criticado por sua administração. Romário exibiu palavras em vermelho e preto, e foi repreendido pelo clube, pela CBF e FIFA. Atualmente, tal ato é proibido em partidas de futebol.

O quero dizer é, que o esporte e seus representantes, tem o poder de influenciar, ou expor de forma gigantesca, opiniões pessoais.

Atualmente, o governo federal promove uma separação entre esquerda e direita, pró e contra Bolsonaro, em uma das maiores discussões políticas da história.

Existem pessoas que acabam colocando o esporte dentro deste furacão. Movimentos de esquerda, em vários setores de torcidas de grandes clubes, criaram espécie de torcida com faixas contra o atual presidente.

Ainda neste ano de 2020, membros de torcidas organizadas promoveram protestos em São Paulo, contra Jair Bolsonaro, e contou com a participação de torcedores dos rivais do estado.

FUTEBOL BRASILEIRO CERCADO DE POLÊMICAS

Constantemente, atletas tem se posicionado politicamente. Em 2018, muitos faziam campanha, pró partido de Bolsonaro, ou pró partido de esquerda, gerando até mesmo discussões entre torcedores, se era válido a exposição da marca do clube, em tais questões.

Atualmente, em período muito delicado, com a pandemia de covid-19, até a decisão sobre os protocolos do futebol tomam ares políticos. O Flamengo, clube de maior torcida do futebol brasileiro, está constantemente envolvido em tais discussões, e fica atrelado à políticos, neste momento.

A volta do futebol, teve participação direta do clube carioca, e apoio do presidente. Assim como neste momento, a decisão (ainda a se confirmar) de uma porcentagem de público aos estádios do Rio de Janeiro, tem muita pressão dos rubro-negros, e apoio de políticos.

Tudo isso acaba influenciando diretamente no dia-a-dia da população, em um período delicado, onde medidas de precaução são tomadas, e o futebol, juntamente com a política, acaba ficando à parte, inacreditavelmente.

ESPORTE NOS EUA E A INFLUÊNCIA SOCIAL

Atualmente os Estados Unidos passam por uma grave crise social, após mortes de negros em ações policiais. Isso tudo rendeu ondas de protestos, depredação, revolta da comunidade negra, e chegou até o esporte.

A NBA, que é uma das maiores instituições norte-americanas, chegou a ser paralisada, com os jogadores em protesto, contra os acontecimentos recentes. Na retomada da liga de basquete, em Orlando, todos os materiais da competição adotaram o tema “Black Lives Matter” (vidas negras importam).

Além da liga conter mensagens em todos seus materiais, jogadores estampam mensagens em suas camisas. Por falar em jogadores, estes tem papel fundamental na crítica social, e este movimento tem se intensificado.

Muitos atletas foram contra a continuidade da liga, por entender que os jogos e a competição ofuscariam o movimento forte que existe no país, neste momento. Jogadores se negaram a entrar na quadra, e a liga esteve realmente a um fio de não acontecer.

Grandes nomes do esporte, como LeBron James, constantemente estão dando entrevistas, chocantes, relatando a realidade do povo nos EUA, e de como o esporte tem papel fundamental na mudança de paradigmas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, constantemente entra em atrito com atletas e instituições, ao ridicularizar os movimentos feitos por estes, em defesa de igualdade racial, e direitos reivindicados.

Nos EUA, o esporte é muito forte, e atletas são referências para a população. Os movimentos feitos por membros de equipes e ligas, são fundamentais para a reflexão no país, que neste momento passa por uma grave crise.

ESPORTE NOS EUA E A INFLUÊNCIA SOCIAL

Na Fórmula 1, o piloto Lewis Hamilton, recentemente utilizou a camisa referente a luta dos negros, e sofreu críticas. Além disso, o britânico pediu que seus colegas se ajoelhassem, para ajudá-lo na causa, e isso gerou desconforto, por certas pessoas entenderem que aquela não era uma causa de todos.

Esta é uma causa de todos, o esporte está estritamente ligado à questões sociais, políticas, e isso não mudará. Cada um tem seu direito de reivindicar, e lutar por dias melhores, e cada um usa seu espaço da melhor forma.

Talvez estejamos a passar por um período histórico, que pode mudar as coisas para melhor, ou então, agravar a crise que vivemos. Que o
esporte possa influenciar pessoas a serem melhor, dia após dia.

 

Gostou de nosso conteúdo?
Então se registre em nosso canal no Youtube. Entre em nossas redes sociais Instagram e Twitter. Ainda tem nosso Chat do Telegram.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *




Casas de Apostas
Rivalo

O primeiro Bônus de boas vindas é um bônus de 100% sobre o valor do seu depósito inicial até um máximo de 777 reais.

1xBET

Bônus de 100% do depósito até um máximo 1200 Reais. Código Promocional para aceder ao Bônus : 1x_87120

BET365

O bônus de boas vindas da casa oferece bônus de 100%. Depósitos de valor igual ou superior a 20 reais e um máximo de bônus de 200 reais.

BETFAIR

Bônus de boas vindas é um bônus de 100% até um máximo 400 reais. Código Promocional para aceder ao Bônus: FWB200

22BET

O primeiro Bônus de boas vindas é um bônus de 100% sobre o valor do seu depósito inicial até um máximo de 600 reais.

BETBORO

Bônus de depósito de 50% até um máximo de 500 reais. Depositando um mínimo 50 reais, você recebe 50% do valor do depósito.

NETBET

Bônus de 50% de bônus Depositou 10, recebe outros 5, 50 recebe outros 25, e assim sucessivamente até um máximo de 200 reais

BETWAY

O primeiro Bônus de boas vindas é um bônus de 100% sobre o valor do seu depósito inicial até um máximo de 200 reais.

Ultimos Artigos