Ao passo que muitos especialistas elogiam alguns clubes que se solidificam com projetos bem estruturados, vemos mais uma vez, uma leva de demissões pelo Brasil.

NO FINAL DAS CONTAS, SÃO TODOS IGUAIS?

Historicamente, o futebol brasileiro tem a péssima fama de desorganização por parte das administrações dos grandes clubes. Cada gestão usa o dinheiro do clube de forma irresponsável, deixa a bomba para o sucessor, demite diversos treinadores, e as ações trabalhistas vão se acumulando.

No futebol tupiniquim é assim: se deu certo logo cedo, é tratado como ídolo máximo, mas se perde meia dúzia de partidas e o desempenho técnico cai, a carta de demissão logo é apresentada.

Alguns clubes, aos poucos, vinham conseguindo ser diferente. Uma esperança de trabalho longevo, em um centro futebolístico totalmente imediatista.

A proposta de trabalho sério, administração responsável, tempo para o treinador construir uma base sólida, no final das contas, fica somente no discurso. Na prática, ou o treinador dá um jeito, ou pula da barca.

Três exemplos de clubes com projetos interessantes, foram totalmente contra suas ideologias: Atlético-PR, Bahia e Red Bull Bragantino.

O Athletico montou um projeto juntamente com Thiago Nunes, que depois de sucesso em Curitiba, aceitou proposta do Corinthians. Cabia ao clube manter a ideia de trabalho, buscar alguém com características parecidas, ou até mesmo buscar a formação desse treinador na própria categoria de base.

Buscaram Dorival Júnior, que pouco se assemelha ao antecessor, e este pouco resistiu. Foi demitido após 18 jogos apenas, sendo que destes conquistou 9 vitórias, 3 empates e 6 derrotas.

Detalhe: o treinador foi demitido após uma sequência de 4 derrotas no Brasileirão, e destas, em 3 ele sequer estava presente, já que fora afastado devido ao Covid-19.

NO FINAL DAS CONTAS, SÃO TODOS IGUAIS?

No Bahia, Roger Machado era uma esperança de bom futebol, formação de um grupo moderno e que fosse competitivo a nível nacional. O treinador foi bicampeão estadual, levou o Bahia à final da Copa do Nordeste, e quando a perdeu, a pressão aumentou consideravelmente.

Após 3 jogos sem vitória no nacional, sendo a última um 3-5 diante do Flamengo, o comandante foi demitido.

A incoerência fica clara quando o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, dias antes afirmou que o treinador seguiria no cargo, pois alcançou a meta de pontos traçada antes da competição, reafirmou a confiança do grupo de jogadores no comandante, e no próprio projeto. Parece que o projeto não existe.

E O BRAGANTINO? PROJETO REALMENTE INOVADOR?

O Bragantino foi comprado pela Red Bull, com a expectativa de um modelo parecido com o aplicado na Europa: projeto a longo prazo, jogadores jovens com margem de evolução, e projeção do clube à longo prazo.

No primeiro ano de parceria, o título brasileiro da Série B, e uma enorme expectativa para esta temporada. O técnico campeão, Antônio Carlos Zago, aceitou oferta do Kashima Antlers, e abandonou o projeto.

O clube então buscou Felipe Conceição, então treinador do América Mineiro. Pagou multa, montou projeto que sequer durou uma temporada.

Ao total foram apenas 18 jogos à frente da equipe, somando 9 vitórias, 4 empates e 5 derrotas. O treinador fez um grande trabalho no estadual, levando o Bragantino à melhor campanha da primeira fase, porém, eliminado nas quartas-de-final.

Após a queda no Paulista, Felipe Conceição deu maior rodagem ao elenco, utilizou os jogadores mais jovens do grupo, o que causou incômodo dos mais experientes. No final, uma pequena sequência de maus resultados, arrancando na zona de rebaixamento, e foi lhe mostrada a porta de saída do clube.

Para o seu lugar foi contratado Maurício Barbieri, de 38 anos, comandante jovem, com passagens por Flamengo, Atlético-MG e Goiás. A expectativa é que Barbieri faça o clube decolar e atinja bons resultados até o final da temporada, mas se não atingir isso em pouco tempo, não duvide que este também irá embora.

SAMPAOLI, JESUS E RENATO GAÚCHO: O RETRATO DO FUTEBOL BRASILEIRO

Outros bons exemplos podem serem expostos, ainda desta temporada de 2020, que nem chegou na metade.

Começamos com o caso Jorge Sampaoli. O treinador argentino pulou da barca santista, abandonou seu projeto lá em busca de dinheiro e melhor poder de contratação. Ninguém, em um primeiro momento, atendeu às suas exigências absurdas, inclusive seu atual clube.

O Atlético-MG preferiu apostar em Dudamel, treinador da Venezuela, de enorme expectativa sobre seu desempenho com jovens jogadores. Foram apenas 52 dias no Galo, eliminado da Sul-Americana na primeira fase, e eliminado para minúsculo Afogados, na Copa do Brasil.

SAMPAOLI, JESUS E RENATO GAÚCHO: O RETRATO DO FUTEBOL BRASILEIRO

Então o projeto foi para o espaço, o clube demitiu Dudamel e todos profissionais que vieram com ele. O presidente abriu o cofre, pagou a fortuna de Sampaoli, que pediu um monte de reforços. Resumindo: coerência zero.

Jorge Jesus era o cara no Flamengo, mas só chegou depois do projeto com Abel Braga não dar certo. O português ganhou títulos, renovou por milhões, mas colocou em cláusula que alguns clubes poderiam o levar pagando migalhas. E lá se foi o Flamengo atrás de outro comandante.

Domenèc Torrent chegou, depois de várias especulações e reuniões com alguns profissionais. Seu estilo em nada se assemelha a Jesus, e o desempenho inicial fez com que a diretoria tivesse de vir a público para afirmar a confiança no projeto com o treinador. Será que confia mesmo?

RENATO GAUCHO EM XEQUE!

E Renato Gaúcho? O treinador hoje é uma exceção no futebol brasileiro. É o técnico mais longevo, está na sua quarta temporada à frente do Grêmio, e realmente tinha um projeto à longo prazo do clube.

Mas existe um detalhe: Renato é o maior ídolo do clube, e demitir uma figura como esta, não é fácil. O presidente não irá mandar Renato embora, então cabe a ele decidir quando ir.

Pode ser um projeto, pode haver um grande planejamento, mas se fosse qualquer outro, duvido muito que ainda se mantivesse no cargo.
Principalmente depois de tomar 5-0 em uma semifinal de Copa Libertadores.

É uma exceção da regra, pois no Brasil não existe projeto a longo prazo. Não há coerência ou confiança na escolha inicial. Tudo é feito de forma impulsiva e por vezes irresponsável. Assim sempre foi, e infelizmente acredito que assim sempre será.

Gostou de nosso conteúdo?
Então se registre em nosso canal no Youtube. Entre em nossas redes sociais Instagram e Twitter. Ainda tem nosso Chat do Telegram.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Casas de Apostas
1xBET

Bônus de 100% do depósito até um máximo 500 Reais. Código Promocional para aceder ao Bônus : 1x_87120

BET365

O bônus de boas vindas da casa oferece bônus de 100%. Depósitos de valor igual ou superior a 20 reais e um máximo de bônus de 200 reais.

BETFAIR

Bônus de boas vindas é um bônus de 100% até um máximo 400 reais. Código Promocional para aceder ao Bônus: FWB200

22BET

O primeiro Bônus de boas vindas é um bônus de 100% sobre o valor do seu depósito inicial até um máximo de 600 reais.

BETBORO

Bônus de depósito de 50% até um máximo de 500 reais. Depositando um mínimo 50 reais, você recebe 50% do valor do depósito.

NETBET

Bônus de 50% de bônus Depositou 10, recebe outros 5, 50 recebe outros 25, e assim sucessivamente até um máximo de 200 reais

BETWAY

O primeiro Bônus de boas vindas é um bônus de 100% sobre o valor do seu depósito inicial até um máximo de 200 reais.

Ultimos Artigos