Nesta segunda-feira saiu a notícia de que o Corinthians vendeu o nome do seu estádio para uma empresa privada, e os valores chegam a 300 milhões de reais. Isso dá certo no Brasil? E se é tão vantajoso, porque os demais clubes não o fazem?

VENDA DE NAMING RIGHTS: ENTENDA O NEGÓCIO

Já há algumas semanas, o Corinthians vinha anunciando em suas redes sociais que estava prestes a fechar um grande acordo para o clube.

Conforme os dias foram se passando, se confirmou que o negócio em questão é a venda do naming rights sua arena.

O naming rights nada mais é do que o direito de exploração do nome de um estádio, por uma empresa privada, mediante um pagamento por determinado período de contrato.

Na Europa muitos estádios são nomeados com nomes de empresas privadas, como o Etihad Stadium (Manchester City), Allianz Arena (Bayern), Emirates Stadium (Arsenal), entre tantos outros.

O Corinthians, de olho na salvação de suas receitas, conseguiu a venda do nome da sua arena. A empresa que conseguiu fechar o acordo foi a Hypera Farma, que tem intenção de aumentar a visibilidade de suas marcas.

Com isso, o estádio do Corinthians passa a se chamar “Neo Química Arena”, que é o nome de uma das marcas da Hypera Farma.

O negócio foi muito vantajoso para ambos, uma vez que para a empresa, expõe sua marca em um dos estádios mais populares do Brasil, em um time que tem forte apelo da mídia.

E para o próprio Corinthians, que terá uma receita que o ajudará a pagar as parcelas do financiamento do próprio estádio, que hoje estão em (muito) atraso.

VENDA DE NAMING RIGHTS: ENTENDA O NEGÓCIO

Os valores atingidos são de 300 milhões de reais, por um contrato de 20 anos de exploração dos direitos de nome do estádio. A Hypera Farma irá pagar 20 parcelas anuais, ou seja, uma quantia de 15 milhões por ano.

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, disse em entrevista que os valores passam por um reajuste anual, através do IGP-M, que é o Índice Geral de Preços – Mercado.

QUAL É A CONDIÇÃO DESTE TIPO DE NEGÓCIO PARA O FUTEBOL BRASILEIRO?

Qualquer pessoa que leia os termos deste negócio, entende que é um grande acordo para os clubes. A venda do nome dos estádios seria um respiro para as contas de cada clube do futebol brasileiro, e com certeza faria com que pudéssemos ser mais organizados financeiramente.

Já temos outros negócios desse tipo no Brasil, embora a grande maioria dos fãs do esporte não saibam. Veja abaixo alguns exemplos:

  •  Kyocera Arena (Athletico-PR): O pioneiro dos Naming Rights no futebol brasileiro. O Athletico foi o primeiro clube a ter um conceito de arena, e vendeu o nome da sua arena em 2005, e ficou assim batizada por 3 anos. Quase ninguém sabia, uma vez que todos a chamavam como Arena da Baixada.
  •  Allianz Parque (Palmeiras): Mesma empresa que comprou os direitos do estádio do Bayer e da Juventus, na Europa. A Allianz paga ao Palmeiras 15 milhões por ano, em um contrato de 20 temporadas.
  •  Itaipava Arena Fonte Nova: A empresa fez um acordo de 100 milhões por 10 anos de contrato, reduzido para 3 milhões até 2023, em uma renegociação.

Quantas vezes você ouviu falar Allianz Parque em alguma transmissão? Kyocera Arena? Itaipava Fonte Nova? Você acha que o novo estádio do Atlético-MG irá se chamar pelo nome (MRV Arena) ou por um simples Arena Atlético-MG?

Este é o grande entrave das negociações deste tipo no Brasil. As emissoras que detém os direitos de transmissão, não divulgam o nome dos estádios, uma vez que em suas programações tem acordos com outras empresas do ramo.

Sendo assim, o objetivo maior, que é a divulgação da marca da empresa, não é atingido, e para aqueles que despejam caminhos de dinheiro para adquirir os naming rights, o negócio não compensa.

Para a Copa do Mundo de 2014, o futebol brasileiro ganhou muitos estádios novos, e outros remodelados, que seriam capazes de arrecadar milhões com os direitos de vendas do nome.

E NA EUROPA

Na Europa, os grandes clubes recebem fortunas pelos naming rights, não somente de seus estádios, mas até mesmo de centros de treinamento.

É uma importante fatia da receita anual das instituições, que poderia ter muito sucesso também no Brasil, mesmo que com valores muito inferiores.

Quem sabe o Corinthians tenha feito uma ação importante, de novamente mostrar o quão vantajoso pode ser este tipo de negócio. O problema é que no Brasil, cada um pensa no seu umbigo, e se não entrar em acordo com a televisão, nada sai do papel.

 

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