O jogo diante do Bayern, válido pelas quartas-de-final da Liga dos Campeões, prometia ser histórico… E foi! O Barcelona foi dilacerado pelos alemães, e daqui para frente terá graves consequências como instituição do futebol mundial.

O BARCELONA SENTIU DO PRÓPRIO VENENO

Em quase duas décadas, vimos a evolução do “estilo Barcelona” ser cada vez mais presente no futebol do clube. Coincidentemente coincidiu com a chegada e consolidação de Lionel Messi e seus companheiros como os astros do clube.

Nesse tempo, que englobou um pouco da magia de Ronaldinho Gaúcho, a chegada de Pep Guardiola e centralização da figura extraterrestre de Messi, tivemos a oportunidade de ver grandes times e jogadores serem humilhados pelo clube catalão.

A cada temporada, um Barcelona mais predominante, mais agressivo, e sem nenhuma pena dos adversários. Foi assim que vimos títulos continentais, nacionais, vitórias espetaculares sobre os maiores clubes do mundo, e especialmente sobre o rival Real Madrid.

Mas na última sexta-feira, o mundo pode conferir o malvado Barcelona, sendo surrado sem dó pelo vingador alemão. Dizem que aquele que apanha não esquece, e o Barcelona bateu em todo mundo nos últimos 15 anos, então não foram poucos aqueles que se deliciaram em ver a gangorra virar desta vez.

O time catalão foi dominado, não conseguia respirar, diante de um Bayern intenso sem a bola, que não permitia um segundo de paz para os defensores espanhóis saírem jogando. Talvez isto lembre um certo Barcelona de anos atrás…

Sem a posse de bola, que há anos é sua marca registrada, o Barcelona não sabia o que fazer. Não tem um time moldado a defender com os 10 dentro da área, e sair correndo em qualquer chance de contra-ataque.

O BARCELONA SENTIU DO PRÓPRIO VENENO

A cada ataque dos alemães, a movimentação dos jogadores do Bayern era constante, trocas de posição, triangulações em todas as partes do
campo, além de ser uma equipe extremamente vertical e intensa durante os 90 minutos. A sensação que estou a copiar um texto escrito para o velho Barcelona.

Esse Barcelona de 2020, experimentou o gosto amargo de ser dominado, assim como os demais foram em anos anteriores. Sentir-se sufocado quando não tem a bola, e não saber o que fazer quando a recupera. Os jogadores aguardavam como nunca o fim dos 90 minutos, e nunca uma hora e meia demorou tanto a passar…

AINDA HÁ RESPEITO PELO BARCELONA?

A sensação depois de uma derrota como esta, é extremamente perturbadora. Eu sei bem do que estou falando, sou brasileiro, e infelizmente vi minha seleção ser derrotada em uma Copa do Mundo, dentro de casa por 7-1, coincidentemente pelos alemães.

O dia seguinte é um verdadeiro inferno, onde o assunto é apenas a humilhação sofrida pelo seu time. E os dias posteriores, além da repercussão, sai a cada dia uma notícia de alguma consequência gerada pela paulada sofrida recentemente. Em resumo, é uma falta de respeito, dia após dia.

O Barcelona construiu uma imagem de equipe extraordinária. A cada sorteio de Liga dos Campeões, equipes como Barça e Real eram aquelas temidas por todos.

Este Barcelona que hoje vemos, em nada lembra o que um dia já fora. Sim, esta derrota de 8-2 em uma fase decisiva de Liga dos Campeões, mancha a história do clube. Mas isso não é um caso isolado, um dia ruim, ou uma partida extremamente atípica.

O clube catalão vem definhando nas últimas temporadas, mesmo que tenha vencido a liga espanhola. Vencer um campeonato de duas equipes, pode não retratar a dura realidade da falta de competitividade de um futebol que deveria ser um dos centros do mundo.

AINDA HÁ RESPEITO PELO BARCELONA?

Em 2020 levou 8 do Bayern, em 2019 foi eliminado tomando 4-0 do Liverpool, em 2018 um 3-0 inacreditável sofrido para a Roma, e antes disso um outro 3-0 para a Juventus.

Está claro que o Barcelona segue ladeira abaixo como clube, com projetos fracassados, e que não se mostram verdadeiramente competitivos em horas decisivas. Se apoia na genialidade de Messi, e esquece de todo o resto…

PARA UM NOVO BARCELONA NASCER, O VELHO BARCELONA TINHA DE MORRER… E MORREU

Lionel Messi cobra da diretoria um projeto vencedor, para que ele permaneça no clube espanhol. Seus constantes embates com os cartolas, e o recente histórico do clube na maior competição do planeta, parece que estão deixando o camisa 10 mais longe da Catalunha.

Há duas formas de analisar a relação de Messi e Barcelona. Uma é daqueles que reverenciam o argentino, e dizem que nem Noé conseguia carregar tanto animal, ou seja, que Messi foi o responsável direto pelas glórias recentes do clube.

Outros, dizem que o papel de Messi no Barcelona é fácil: se ganha é pela qualidade do argentino, e se perde, é pela ruindade dos demais jogadores. Eu fico no com aqueles que conseguem ser racionais, deixando um pouco de lado seu amor ou ódio por Messi e consequentemente pelo Barcelona.

Tudo que foi conquistado, obviamente tem uma parcela enorme de Messi e seu futebol genial. Negar isso, é negar entender de futebol.

Por outro lado, também é evidente que o coletivo muito bem armado, e cheio de jogadores craques em funções de menor destaque (Xavi, Iniesta, e etc) potencializavam a qualidade de Lionel.

Aquele Barcelona vem morrendo, ano após ano, saída após saída de jogadores, e chegada de novas figuras. Daquele Barcelona, não se tem as mesmas peças, o mesmo modelo de jogo, e muito em função de más escolhas da diretoria, e treinadores ruins. Só sobrou Messi, e parece que tanto faz se ele ficar ou não.

SE MESSI FOR EMBORA, QUEM CHEGA PARA SER A ESTRELA?

A vida é feita de ciclos, e o de Messi no Barcelona parece que vai chegando ao fim. O ponto final foi colocado pelo Bayern, expondo o argentino e seu companheiros ao ridículo.

PARA UM NOVO BARCELONA NASCER, O VELHO BARCELONA TINHA DE MORRER... E MORREU

Notícias pipocam a todo momento na imprensa espanhola, e se alguns veículos dizem que Messi está entre os intocáveis, outros dão conta de que o argentino já pediu as contas.

Se Messi for embora, o que sobra para o Barcelona? Neymar é o ficha número 1, e já se especula o oferecimento de Griezmann e um caminhão de dinheiro pelo brasileiro. Neymar é ótimo, é craque, mas será que consegue ter o mesmo tamanho do argentino? No PSG ainda não conseguiu.

O Barcelona precisa de um elenco, um jogo coletivo forte, seja com ou sem Messi, senão o barco afunda. Viram o sufoco que o PSG tomou para passar da esforçada Atalanta? Isso porque Neymar jogava sozinho em um time sem Mbappé. A realidade do Barcelona é a mesma, e será assim, mesmo que o argentino pegue suas malas.

ANÁLISE SOBRE O JOGO? TEMOS!

A expectativa era de um jogo com o favoritismo dos alemães, pelo retrospecto recente, e seu modelo de jogo ter mais efetividade que o do Barcelona. A intensidade do Bayern, seria o fator fundamental do jogo, e poderia ou não acabar com as ações ofensivas dos espanhóis.

O Barcelona entrou em campo com 4 jogadores de marcação: Busquets, De Jong, Sergi Roberto e Vidal. Na frente, Messi teria total liberdade de movimentação, e Suárez seria a referência ofensiva dentro da área.

Claro que era uma tragédia anunciada, pois a equipe não teve nenhum controle da bola, pouquíssimas vezes conseguiu ter linhas de passes bem estabelecidas à frente, pois os jogadores de meio-campo não tinham características de quebrar linhas, vencer disputas pessoais, e avançar para somar-se aos atacantes.

O resultado foi um Bayern muito mais intenso, com jogadores de muita mobilidade no meio-campo, e recuperando a bola a todo instante. Goretzka, Tiago Alcantara, Gnabry e Perisic, davam ao time alemão, qualidade com bola, e agressividade na marcação na saída de bola do Barcelona.

Com 4 jogadores menos técnicos, a bola batia e voltava, Messi rodava o campo para tentar receber uma bola, e quando a recebia, estava há 40 metros do gol. Suárez foi quase um espectador da partida, e mesmo assim conseguiu fazer um golaço no segundo tempo, descontando a partida para 4-2, naquele instante.

Messi não foi Messi, foi engolido por um time voraz sem bola, diminuindo cada ação do argentino. A quem gosta de olhar estatísticas, vê que a posse quase se igualou, ficando 49% com os espanhóis.

Mas desta, quase a totalidade foi rodando bola com os defensores, e muito porque, logo que recuperava a bola, o Bayern era agressivo,
vertical, e finalizava a gol, sendo assim, quase não tendo posse nas estatísticas.

BAYERN FOI BAYERN

Se o Barcelona não foi o mesmo, posso dizer que o Bayern foi Bayern até o último minuto. Dedicado taticamente, coletivamente equilibrado, e cada jogador movimentando e dando opções de construção a todo momento. Laterais são um destaque especial, o que jogam Kimmich e o jovem Davies, é algo inexplicável.

Em conjunto, o Bayern tinha mobilidade, amplitude e profundidade. Chegava com 4, 5 ou 6 jogadores na intermediária do Barcelona a todo momento.

Os espanhóis tinham o goleiro e mais 8 jogadores em um espaço de 20 metros, com Messi e Suarez isolados à frente. Qual era a cor do uniforme de Neuer, mesmo?

Ganhou o melhor, e ficou pelo caminho o atual Barcelona, porque aquele antigo, parece que morreu, de fato.

 

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