A última semana foi de forte pressão sobre os chefes da comissão de arbitragem da CBF. Entre erros, mudança de escala, e até pedido de anulações de partidas, o Campeonato Brasileiro mais de uma vez fica sob questionamentos.

CBF CEDE À PRESSÃO E MUDA ESCALA DE ARBITRAGEM

Na semana passada, o futebol brasileiro mais uma vez proporcionou uma grande discussão sobre os bastidores que envolvem o Campeonato Brasileiro.

O chefe da comissão de arbitragem da CBF, o ex-árbitro Leonardo Gaciba, admitiu um erro na utilização do árbitro de vídeo, na partida entre Atlético Mineiro e São Paulo.

Em entrevista ao SporTV, o presidente da comissão de arbitragem revelou que a linha de impedimento em um gol do São Paulo, na oportunidade, foi mal colocada e consequentemente o gol mal anulado.

Gaciba disse que não foi um erro de tecnologia, e sim, uma falha humana. A linha não foi colocada de forma correta, e o momento de contato do jogador do São Paulo com a bola também foi equivocado.

À época, o São Paulo se manifestou pelas redes sociais, exigindo critérios claros para a utilização do VAR. Embora este erro tenha acontecido no longínquo 3 de setembro, as consequências só foram ser vistas na última rodada do Campeonato Brasileiro, em meados de outubro.

O São Paulo, representado por 2 dirigentes, foi até CBF exigir mudanças na escala de arbitragem. Quem estava escalado para apitar o jogo entre São Paulo e Grêmio, no último sábado, pelo Campeonato Brasileiro, seria Rafael Traci (árbitro de vídeo no gol mal anulado do São Paulo diante do Atlético Mineiro.

CBF CEDE À PRESSÃO E MUDA ESCALA DE ARBITRAGEM

No comando do VAR, o responsável seria Rodolpho Toski Marques. Este último, árbitro no jogo da Copa do Brasil entre São Paulo e Fortaleza, onde o tricolor paulista reclama do tempo de acréscimo e de um pênalti não dado nos minutos finais da partida.

A CBF cedeu à pressão do São Paulo. Trocou Rodolpho Toski Marques do comando do VAR, e abriu um perigoso precedente no futebol brasileiro.

AS CONSEQUÊNCIAS DA MUDANÇA

No jogo entre São Paulo e Grêmio, válido pelo Brasileirão Série A, uma série de erros foram analisados por especialistas em arbitragem.

Na oportunidade, o clube gaúcho reclama de 2 expulsões de jogadores do São Paulo e ainda a não marcação de um pênalti.

O vice presidente do Grêmio, e o presidente do clube, Romildo Bolzan, vieram a público e admitiram a possibilidade de pedir a anulação da partida.

Isto porquê, em erros claros, considerados por eles, o árbitro de campo sequer foi chamado pelo árbitro que comanda o VAR. Esta situação, segundo os gaúchos, é uma clara consequência da pressão e da mudança na escala de arbitragem após os erros reclamados pelo clube paulista.

Em nota oficial, o clube gaúcho comunicou que pedirá a anulação da partida, em face à arbitragem desastrosa e danosa no jogo contra o São Paulo.

Ainda, o clube pedirá a investigação da reunião realizada entre membros da CBF com uma parte Arbitral que motivou a mudança na escala do árbitro vídeo, e ainda solicitará a investigação sobre os áudios da partida entre Grêmio e São Paulo, na comunicação entre o árbitro de
campo é o árbitro de vídeo, para que não fossem analisados os lances especificados.

O SÃO PAULO TAMBÉM PEDE ANULAÇÃO

O São Paulo, por sua vez, também entra com uma ação para anular uma partida. O tricolor paulista, após a declaração de Leonardo Gaciba, admitido o erro da utilização do VAR na partida diante do Atlético Mineiro, entrou com uma ação no STJD.

O clube paulista pediu a anulação dá referente partida, disputada no dia 3 de setembro, no Mineirão. O tricolor entende que foi prejudicado pela má aplicação da regra do jogo, e sendo assim, entende que houve um erro de direito, possibilitando a anulação da partida ao qual perdeu de 3-0.

O ATLÉTICO-MG TAMBÉM ENTRA NA BRIGA

O Atlético Mineiro, também entra em confronto com a comissão de arbitragem da CBF. Lázaro Cândido, vice-presidente do clube mineiro, atacou Leonardo Gaciba, após a derrota de 3-1 para o Bahia, na última segunda-feira.

Nesta semana, antes da bola rolar em Salvador, o clube mineiro já se colocava contra a escala de arbitragem, por conta de os árbitros serem gaúchos, e o Internacional ser um dos concorrentes do Atlético na briga pelo título.

Segundo Cândido, o Galo teve um pênalti não marcado sobre Keno, e chancelado pelo VAR. A reclamação é estritamente pelo fato do árbitro ser gaúcho.

O presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, antes da partida disse que faltou bom senso da CBF em escalar árbitros do mesmo estado de um clube que briga diretamente pela taça.

Lázaro Cândido, afirmou que Leonardo Gaciba não tem mais capacidade moral de continuar no cargo de chefia da arbitragem da CBF. Tudo isto é uma consequência clara das ações tomadas pelo ex-arbitro na última semana.

A falta de bom senso da CBF realmente existiu, e a reclamação do Atlético pode ser fundamentada. Reclamações de Grêmio e São Paulo também tem uma base sólida. Tudo isto só está acontecendo por causa da abertura da CBF em aceitar a pressão de um clube.

PRECEDENTE PERIGOSO

Não se pode abrir um precedente perigoso como este. A comissão de arbitragem deu um recado claro, que está perdida, e os clubes que a pressionarem terão a condição de mudar aqueles que apitam os seus jogos.

Os clubes não podem definir nomes para aqueles que comandam as partidas, e a CBF, na imagem de Leonardo Gaciba, está a um passo de perder o controle sobre o Campeonato Brasileiro.

Tudo isto é muito perigoso, e a possibilidade do campeonato entrar tem fortes questionamentos de idoneidade é muito grande a partir de agora.

 

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