O Campeonato Brasileiro ainda nem chegou perto do seu encerramento, e já temos mais de duas dezenas de treinador mandados embora. A pressão em alguns clubes indica que esse número pode não ser definitivo.

A CONTA DO REBAIXAMENTO VAI PARA QUEM?

Ainda é necessário bater na mesma tecla, ao dizer que o futebol brasileiro é imediatista e desorganizado?

Pois bem, para a surpresa de um total de zero pessoas, em mais uma temporada temos um número elevadíssimo de treinadores demitidos em meio ao Campeonato Brasileiro.

Como sempre acontece, as equipes que estão lutando contra o rebaixamento sãos as que mais inflam esta estatística. Nesta temporada 20/21 do Brasileirão, 24 treinadores foram demitidos, em apenas 28 rodadas.

É quase uma demissão por rodada, e os motivos são quase sempre os mesmos: falta de resultados imediatos. As equipes que neste momento estão entre os 4 últimos colocados, são as que lideram o ranking de troca de comandantes neste Brasileirão. Coincidência?

O Botafogo, penúltimo colocado, trocou três vezes de treinador. Paulo Autuori, que vinha como um reconstrutor do alvinegro, deu lugar a Ramón Díaz, que sequer estreou, e foi substituído Eduardo Barroca, que recentemente havia sido demitido do próprio Botafogo.

O Coritiba, atualmente na última posição, iniciou o campeonato com este Eduardo Barroca. Ele foi substituído por Jorginho, que ficou 13 jogos no cargo e foi trocado por Pachequinho (interino), e depois deu lugar a Gustavo Moringo.

O Goiás até pouco tempo estava na última posição, e agora subiu para a 18ª colocação. Também trocou 3 vezes de treinador. Iniciou com Ney Franco, mas logo na 3ª rodada decidiu por mudanças. Chegou o jovem Thiago Larghi, que ficou 38 dias no cargo, e apenas 6 jogos.

Larghi foi demitido após uma sequência de 3 jogos de invencibilidade. Enderson Moreira assumiu o seu lugar e permaneceu por 10 jogos, sem uma vitória sequer. Agora Augusto César tenta colocar o esmeraldino nos trilhos.

Brasileirão - 28 Rodadas - 24 Técnicos demitidos

O PORTUGUÊS QUE NÃO DEU CERTO

Para completar a turma do rebaixamento, temos o Vasco. O cruzmaltino inovou ao contratar Ramon Menezes, que chegou a colocar o time entre os primeiros colocados.

Após uma série de resultados ruins, o treinador foi demitido, para um “revolucionário” português. Sá pinto chegou e logo foi embora, ficando apenas 15 jogos à frente do clube carioca.

Vanderlei Luxemburgo chegou para ser o salvador da pátria, mas não se sabe até quando.

Ainda temos o Bahia, que entrou, saiu e está quase voltando para a zona de rebaixamento. O tricolor do Nordeste tinha um grande projeto para Roger Machado, mas o seu estilo moderno não resistiu aos maus resultados.

Mano Menezes chegou e ficou até que bastante tempo. Foram 24 partidas, mas com muitos resultados negativos, o treinador e o clube decidiram pela sua saída.

Outras equipes da parte de baixo (ou que já frequentaram aquela zona), também já tiveram mudanças no seu comando técnico:

O Athletico-PR trocou Dorival Junior por Paulo Autuori, enquanto o RB Bragantino optou pela saída de Felipe Conceição e contratou Maurício Barbieri. Já o Sport, demitiu Daniel Paulista para contratar Jair Ventura.

E EXISTE CONVICÇÃO?

Embora sejam os desesperados quem mais mudam, na esperança de resultados imediatos, também tivemos trocas em equipes que buscam o título.

O maior exemplo é o Flamengo, que foi abandonado por Jorge Jesus, antes do campeonato começar, e fez um circo até anunciar o novo comandante. Diretores fizeram um tour na Europa, notícias pipocavam dando conta que haviam uma série de reuniões com diversos nomes.

Tudo para escolher a melhor opção, e ser um tiro certeiro. O espanhol Domenèc Torent foi o iluminado escolhido pelos rubro-negros. O ex-auxiliar de Guardiola viria para dar o toque europeu a uma seleção montada.

E EXISTE CONVICÇÃO?

No entanto, Dome durou 3 meses, 23 jogos à beira do gramado. O espanhol não resistiu a duas goleadas seguidas, para São Paulo e Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro.

Rogério Ceni abandonou o fortaleza e assumiu o rubro-negro. Após as eliminações na Copa do Brasil e Libertadores, além de tropeços no Campeonato Brasileiro, o comandante já sofre a pressão da torcida. E muitos que afirmavam que Rogério Ceni é o melhor técnico do Brasil já começam a ter dúvidas.

Também insatisfeito com o desempenho do seu treinador, o Palmeiras decidiu mudar. Vanderlei Luxemburgo não dava o brilhantismo que os palmeirenses esperavam, e buscando um futebol mais moderno, a diretoria foi a Europa catar alguém no mercado.

MAIS UM PORTUGUÊS CHEGA

Luxa ganhou um paulistão com o Palmeiras, mas o seu desempenho técnico era muito contestado. Na 16ª rodada perdeu em casa para o Coritiba, e após 3 resultados adversos, deu lugar a Abel Ferreira.

O Português ainda não se aproximou da liderança, mas levou o Porco à final da Copa do Brasil, além de uma passagem à final da Libertadores muito bem encaminhada. E com Abel O Palmeiras pode ser campeão de tudo em 2020.

Outro caso na ponta de cima, foi a saída do argentino Eduardo Coudet, do comando do então líder, Internacional. Aqui a culpa não foi inteiramente do clube (notícias que haviam atritos entre diretoria e comandante).

A verdade é que o argentino quis ir embora para assumir o Celta de vigo, time da primeira divisão da Espanha. No seu lugar chegou um velho conhecido: Abel Braga.

Houveram outros abandonados, que trocaram de técnico por necessidade. O Fluminense perdeu Odair Helmann, que aceitou oferta do mundo árabe. Marcão assumiu interinamente.

O Fortaleza, como dito anteriormente, foi largado (mais uma vez) por Rogerio Ceni. Contratou Marcelo chamusca, que fazia grande campanha na Série B.

Chamusca foi a mais recente entre as demissões no Brasileiro, durou pouco tempo (apenas 9 jogos) e não conseguiu dar segmento ao trabalho de Ceni.

MAIS UM PORTUGUÊS CHEGA

 

CORINTHIANS SEM IDÉIAS

Dando segmento à falta de convicção dos clubes brasileiros, temos o Corinthians. Após o final da última temporada, buscou Tiago Nunes, campeão com o Athletico-PR.

O treinador que vinha com muita moral, não soube administrar bem o grupo, partidas de baixo nível técnico e tático, e não resistiu. Foram 28 jogos, apenas, de um treinador que viria com o aval e convicção da diretoria. Em seu lugar assumiu Vagner Mancini.

O mesmo Mancini que obrigou o Atlético-GO a trocar de treinador, ao aceitar a oferta corintiana.

Quem se mantém intacto, ao menos até o momento, são Fernando Diniz, no são Paulo, Cuca, no Santos e Renato Gaúcho, no Grêmio.

Talvez não seja coincidência que o primeiro lidera o Brasileirão, e o segundo levou o Santos até a semifinal da Libertadores, e o terceiro conduziu o Grêmio a mais uma final de Copa do Brasil.

O futebol não é uma ciência exata, mas já sabemos de cor algumas atitudes e situações que devem ser evitadas ao máximo.

Dirigente brasileiro não gosta de conceito, de modernidades e conhecimentos táticos. O que eles querem mesmo é resultado, e se não for conquistado de forma muito rápida, a porta da rua já estará à disposição dos treinadores.

Estamos na 28ª rodada, e até o final essa conta ainda vai aumentar. Viva o Brasileirão!

 

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